Crossfire pode ser um jogo muito desconhecido para grande parte dos usuários ocidentais, o que está muito longe do verdadeiro sucesso deste jogo para PC que até pouco tempo era o título Free to Play que mais renda gerava a nível mundial. Tal é o sucesso que Tencent lançou no começo deste mesmo ano a adaptação internacional para smartphones. O FPS CrossFire: Legends recupera o PvP do jogo original e adiciona novos modos de jogo com o inevitável Battle Royale e um modo horda para um só jogador. Como se não bastasse, o jogo pode ser curtido sem ter conexão com a internet e é capaz de rodar em terminais pouco potentes.

Crossfire, o Free to Play com mais ingressos do mundo

Até 2014, a versão original para PC de crossfire era o título F2P que mais receita gerava a nível mundial com mais de 900 milhões de dólares em micropagamentos. De fato, atualmente está na terceira posição, acima de referentes como Fortnite e PUBG, e só superado por League of Legends e o absurdamente popular Dungeon Fighter Online, tudo isso segundo os confiáveis informes de SuperData. O imensurável sucesso deste jogo sul-coreano criado pelo estúdio Smilegate tem como principal responsável a gigante Tencent Games, que soube promover seu jogo em países como Coreia, China e Filipinas. Como era de se esperar, o lançamento de uma versão para dispositivos móveis era só questão de tempo.

Modo PvP clássico

É curioso que a essa altura triunfe com tanta força um jogo que, a efeitos práticos, não é mais que o enésimo clone de Counter-Strike. Os motivos deste sucesso, além do trabalho promocional da distribuidora, é o fato de simplificar a proposta e oferecer uma grande variedade de possibilidades disponíveis para qualquer usuário. E o melhor, sem precisar pagar, ao menos a princípio.

O Crossfire original oferece quase vinte modos centrados nos combates PvP em primeira pessoa: desde os clássicos Deathmatch ou colocação/desativação de bombas até propostas totalmente diferentes como modos horda para um jogador. A versão para Android, lançada em 25 de maio de 2018, oferece o melhor de ambos os mundos. Por um lado, se recuperam alguns modos do título original, por outro, se adiciona com grande protagonismo um modo Battle Royale para 120 jogadores seguindo a linha de grandes sucessos como Fortnite e PLAYERUNKNOWN’S BATTLEGROUNDS. Mas voltando às modalidades originais, aqui vai um resumo:

  • Team DeathMatch (TDM): Oito cenários onde devemos acabar com um número determinado de inimigos da equipe rival com respawn infinito.
  • Demolition: Uma equipe deve plantar a bomba de C4 e a outra deve evitar isso.
  • Bot Modes: É possível jogar tanto TDM quanto Demolition sem precisar de conexão com a Internet recorrendo aos bots, com o estímulo de poder escolher entre vários níveis de dificuldade.

Além destes, há outros modos rotativos com modos rotativos com regras especiais que se vão adicionando e retirando do jogo de forma periódica para adicionar variedade à fórmula, como é o Modo Sniper, onde todos os participantes têm uma única sniper ou um curioso modo Parkour que se baseia em alcançar a meta antes que os demais saltando plataformas e obstáculos.

Battle Royale

Quanto ao Battle Royale, poderemos participar solo, em pares ou por equipes de quatro jogadores. Há dois cenários: uma campina onde podem participar 120 jogadores e outro mapa desértico limitado a 60 que reduz a duração da partida. Obviamente, o objetivo é ficar como único sobrevivente do cenário fazendo uso do armamento e veículos que encontremos pelo cenário, tentando nos manter dentro dos limites do cenário que a cada poucos minutos vai se reduzindo. Nada que os assíduos do gênero não conheçam.

O que salta à vista, independente do modo de jogo que provarmos (mas sobretudo no Battle Royale), é a fluidez, mantendo-se em todo momento os 60 FPS estáveis, apesar da resolução do jogo ser sacrificada. Crossfire: Legends funciona perfeitamente em qualquer dispositivo Android com apenas 1GB de RAM e Android 4.0 ou superior.

Modos PvE e Mutante

Mas como se tudo isso não bastasse, em atualizações mais recentes foram adicionadas nodas modalidades tanto para um jogador como alternativas ao PvP. Do lado dos modos online temos:

  • Modo Mutação: Todos os jogadores devem sobreviver para evitar ser infectados pelo mutante, controlado por outro dos participantes. Se este vence um soldado, se converterá em um deles.
  • Modo Herói: Como o mutação, mas um dos mutantes terá habilidades especiais.
  • Free for All: Modo deathmatch livre onde todos controlam mutantes.

Por sua parte, no single player foram adicionadas uma série de mini campanhas cooperativas onde devemos acabar com hordas de inimigos e inclusive enfrentar gigantescos bosses, além do modo cratera que nos propõe acabar com sucessivas ondas de inimigos.

Sistema de progressão e modelo de negócio

Como todo bom F1P que se preze, a progressão do jogo se rege por nossa persistência na hora de acessar o mesmo. Independente do modo que joguemos, iremos ganhando experiência que nos permitirá subir de ranking. De fato, as ranked matches só estão disponíveis se tivermos nível 6. O login diário e a participação em eventos nos fará desbloquear objetos para nos equipar, embora muitos deles só estejam disponíveis de forma temporária. E justamente aí é que está o modelo de negócio.

Embora seja possível jogar todos os modos de jogo de forma totalmente gratuita, a loja in-game permite conseguir armamento mais poderoso que vai equilibrar a balança para nosso lado. Ao ter que ‘farmar’ certos objetos mediante a superação de partidas diárias, muitos usuários preferem abrir a carteira para se igualar ao invés de ter que investir tempo demais no jogo. Daí que, como mencionamos anteriormente, Crossfire: Legends tenha se convertido em um dos jogos F2P que mais receita gera no mundo. No caso, conseguir um feito de tal magnitude não é só questão de marketing, já que sem dúvidas o fato de estar ante um título de qualidade cuja enorme quantidade de conteúdo é o que acaba conquistando o jogador.

Crossfire: Legends para Android na Uptodown [APK] | Baixar

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